Formação Portugal
05-10-17


Imagine que está a trabalhar, lembra-se que faltam leite e iogurtes, faz a compra online e quando chega a casa já está tudo arrumado no frigorífico.


As horas perdidas em filas de trânsito para ir às compras, a maçada da espera para pagar e ainda a canseira de chegar a casa e ter de arrumar tudo já são algo do passado. A cadeia norte-americana Walmart está a testar um programa de entregas em que as compras são arrumadas enquanto o cliente nem sequer está em casa. Então e a segurança e a privacidade? Bem, o teste-piloto inclui tecnologia suficiente para que o cliente abra a porta de casa de forma remota, quando o entregador chega com as compras, e também para vigiar a arrumação que vai sendo feita, através de câmaras de vigilância e uma aplicação no telemóvel.

“Pense nisso – outra pessoa faz as compras por si e ainda as arruma”, escreveu Sloan Eddleston, vice-presidente e responsável das Operações de Negócio e Estratégia de Comércio Eletrónico da Walmart. “Enquanto dono da casa, estou no controlo da experiência durante o tempo todo”, acrescentou. “Vigio o processo todo, do início ao fim, a partir das minhas câmaras de vigilância doméstica. Quando vejo o funcionário sair de casa, até recebo confirmação de que a porta foi automaticamente trancada”, explicou. Os executivos da Walmart estão convencidos que, numa época em que os clientes já estão habituados a partilhar boleias e até apartamentos, “as pessoas já estão habituadas a entrar no carro de estranhos e a dormir nos quartos deles”. Por resolver estão ainda questões como seguros e responsabilidade civil. “Há sempre consequências não previstas associadas a estas ideias inovadoras”, disse Albert Gidari, responsável de privacidade no Stanford Center for Internet and Society. “O que acontecerá se houver um roubo ou um dano ou uma mordida de cão? Será que a apólice dos proprietários vai cobrir isso? E como é que as companhias de seguros vão reagir?”, questionou. As questões poderão ser respondidas mais tarde. Por enquanto, a corrida entre a Amazon e a Walmart para decidir quem oferece a tecnologia mais conveniente aos seus clientes está por vencer. No início da semana passada, a Amazon anunciou um sistema de câmaras de segurança doméstica que permitirão aos clientes ver remotamente quando as encomendas chegam a casa. O apetecível mercado do retalho alimentar, avaliado em 600 mil milhões de dólares nos EUA, não está automaticamente nas mãos da Walmart, ainda que seja a maior cadeia de supermercados do país. Além de ter implementado inovações como permitir a compra online com os chamados selos de alimentação (apoio social às famílias), tem trabalhado com a Google para permitir compras através dos dispositivos domésticos desta marca.


In Dinheiro Vivo 



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